sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Dedico ao meu Anjo


É um texto fantástico que demonstra vários sentidos daquilo que acredito!
Temos que fazer sacrifícios e ter atitude pelo o amor que temos por outra pessoa, não podemos ter os sentimentos como fossem contratos que são feitos…
Por 3 vezes me leram o destino que é o inacreditável das 3 vezes mas com pessoas diferentes, a historia foi sempre a mesma:

1ª Pessoa estive junto durante 7 anos no período ano 2002 a 2009, aonde estive a viver junto.

2ª Pessoa estive junto durante 7 meses no período ano 2009, leram-me que ia pensar que era a tal mas que não era porque a minha alma viria a seguir.

3ª Pessoa que estou actualmente no período ano 2010 desde de então, seria a minha alma gémea, disseram que iria ter problemas por causa de terceiros, que ira-me dar trabalho, mas que teria de me esforçar ao máximo para ficar com ela e fazer sacrifícios ou despender de algo que teve uma importância enorme!
Sinto-me um monstro por causa de me ter esquecido de ter enviado uma merda de uma MSG por telemóvel, mesmo que tenha tentado telefonar varias vezes.
Sinto-me um inútil pelo o que parece não merece ser lutado pela a pessoa que me ama e que eu amo.
Fiz coisas que não me arrependo ter feito por ela, vendia novamente tudo para irmos para fora deste Pais, aonde as pessoas não gostam de ver 2 pessoas felizes e com um amor puro entre os dois!
Lutei e continuarei a lutar se permitires minha amada!
Preciso de ti, preciso do meu anjo, preciso da pessoa que me fez viver novamente!
O destino pode ser cruel em certas alturas mas não podemos desistir das pessoas que amamos, continuaremos a lutar mas os dois em conjunto!
Somente quero ser o teu amigo, o teu confidente, o teu marido, o teu amante, o teu amor!
Não será por uma discussão, por palavras que não deveriam ter sido ditas que vamos deixar de lutar! NISSO EU NÃO ACREDITO! Continuarei a lutar, atravessar desertas mas um dia…. Espero ter-te nos meus braços!

Fiz a prova mais importante da minha vida, em ter te entregue e pedido a tua mão para seres a minha Mulher!

Amo-te Meu lindo Anjo!

Vou estar a tua espera!

Quero fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado.
Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.
Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje.
Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá tudo bem, tudo bem", tomadores de cafés, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?
O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto.
O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não dá para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem.
Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir.
A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também.

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