quinta-feira, 25 de março de 2010

Memorias

Esta semana encontrei umas fotos que me trouxeram belas lembranças de um período da minha vida, ter servido no Exercito Português.
Ainda me lembro em Setembro de 2001, o nervosismo que senti ao sair de casa em direcção ao meu novo emprego, ao ver a minha mãe com lágrimas a escorrerem da cara, o abraço que dei ao meu Pai e o conselho que dei ao meu irmão para ele se portar direito.
Encontrei-me com alguns amigos, para fazer as despedidas com um belo fininho e pelo o meio eles a contarem anedotas sobre militares. Enfim ….
Depois das despedidas todas, lá fui eu para uma viagem que iria demorar quase 6 horas para chegar ao ponto de inicio com viagens no famoso comboio dos Militares que para em todos os sítios bem como depois apanhar o autocarro aonde iria me deixar no local que seria a minha casa durante 6 meses.
Chegado a Mafra, tive o primeiro contacto com o belo Mosteiro de Mafra que é.
Senti o meu coração a bater mais depressa, com a emoção e adrenalina a ser infectados de uma forma violenta!
Que loucura! Que ansiedade de saber como é que será depois de entrar naqueles portões! Bem recebidos na Escola Pratica de Infantaria, com as famosas praxes pelo o meio, quando dou por mim já tinha passado um dia e já era noite e só que queria a minha cama!
Mas ainda tive tempo de saber qual seria os homens que iram estar comigo durante este período, que iram se tornar meus Irmãos de Armas.
Foram 6 meses aonde aprendi vários valores importantes, ser INFANTE – honestidade, trabalho de equipa, prontidão e entre outras coisas, mas a mais importante foi de saber que poderia sempre contar com os meus Irmãos de Armas para tudo, nos momentos maus e nos bons.
Passado 6 meses, fui colocado num outro quartel mas não teve o mesmo significado visto que era de uma Arma ou Especialidade diferente a minha primeira.
Depois de algum tempo passado neste Quartel, nova casa iria abraçar aonde completei a minha segunda especialidade, foi aonde passei alguns dos piores momentos, mas com ajuda dos meus novos Irmãos de Armas conseguimos todos ultrapassar os desafios que foram colocados e ganhar a merecida Boina.
Depois de ter servido durante um 1 ano e 8 meses, deixei a “minha família” por inúmeros motivos, sendo uma delas a falta de reconhecimento por parte dos Órgãos Políticos , que tem de dar o devido reconhecimento bem como criar apoios para os nossos homens e mulheres que representam tantas vezes o nosso País sem os devidos apoios bem como materiais.
Um Abraço e um Beijo para todas as pessoas que pertencem as nossas Forças Armadas e que inúmeras vezes colocam a sua vida em jogo para salvar o próximo.

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