Esta semana encontrei umas fotos que me trouxeram belas lembranças de um período da minha vida, ter servido no Exercito Português.
Ainda me lembro em Setembro de 2001, o nervosismo que senti ao sair de casa em direcção ao meu novo emprego, ao ver a minha mãe com lágrimas a escorrerem da cara, o abraço que dei ao meu Pai e o conselho que dei ao meu irmão para ele se portar direito.
Encontrei-me com alguns amigos, para fazer as despedidas com um belo fininho e pelo o meio eles a contarem anedotas sobre militares. Enfim ….
Depois das despedidas todas, lá fui eu para uma viagem que iria demorar quase 6 horas para chegar ao ponto de inicio com viagens no famoso comboio dos Militares que para em todos os sítios bem como depois apanhar o autocarro aonde iria me deixar no local que seria a minha casa durante 6 meses.
Chegado a Mafra, tive o primeiro contacto com o belo Mosteiro de Mafra que é.
Senti o meu coração a bater mais depressa, com a emoção e adrenalina a ser infectados de uma forma violenta!
Que loucura! Que ansiedade de saber como é que será depois de entrar naqueles portões! Bem recebidos na Escola Pratica de Infantaria, com as famosas praxes pelo o meio, quando dou por mim já tinha passado um dia e já era noite e só que queria a minha cama!
Mas ainda tive tempo de saber qual seria os homens que iram estar comigo durante este período, que iram se tornar meus Irmãos de Armas.
Foram 6 meses aonde aprendi vários valores importantes, ser INFANTE – honestidade, trabalho de equipa, prontidão e entre outras coisas, mas a mais importante foi de saber que poderia sempre contar com os meus Irmãos de Armas para tudo, nos momentos maus e nos bons.
Passado 6 meses, fui colocado num outro quartel mas não teve o mesmo significado visto que era de uma Arma ou Especialidade diferente a minha primeira.
Depois de algum tempo passado neste Quartel, nova casa iria abraçar aonde completei a minha segunda especialidade, foi aonde passei alguns dos piores momentos, mas com ajuda dos meus novos Irmãos de Armas conseguimos todos ultrapassar os desafios que foram colocados e ganhar a merecida Boina.
Depois de ter servido durante um 1 ano e 8 meses, deixei a “minha família” por inúmeros motivos, sendo uma delas a falta de reconhecimento por parte dos Órgãos Políticos , que tem de dar o devido reconhecimento bem como criar apoios para os nossos homens e mulheres que representam tantas vezes o nosso País sem os devidos apoios bem como materiais.
Um Abraço e um Beijo para todas as pessoas que pertencem as nossas Forças Armadas e que inúmeras vezes colocam a sua vida em jogo para salvar o próximo.