terça-feira, 9 de dezembro de 2014
O que eu faria contigo se não amor? Eu faria amor! O que não é a mesma coisa de dar amor. Nós damos amor a muita gente e de muitas formas. Nós gostamos tanto de gostar que exprimimos essa vontade dando amor. E o amor dado, é oferecido todos os dias a todas as horas. E de tanto o darmos por vezes é desvalorizado, passa quase despercebido ou é tomado como certo. Eu não quero que o meu amor, todos os meus amores, sejam tomados como certos. É certo que amar não precisa de reciprocidade, nem precisa que o Outro o saiba, mas precisa de se alimentar. De se manter e se possível de crescer. Mas eu não quero te dar só o amor. Eu quero produzi-lo contigo, como numa maquina de amor. Quero operar contigo essa máquina e gerar amor. E depois quero senti-lo a nascer, a crescer, a derramar-se por fora, a transbordar por não conseguirmos fazer parar a máquina e nem querermos ir para casa no fim do turno. Quero continuar a operar a máquina, contigo! Não me importo o limite das oito horas, o período de descanso, as folgas e os fins-de-semana. O sindicato e o patronato. Não quererei, nem precisarei das férias, nem nunca porei uma licença de baixa. Nunca adoecerei nem me sentirei enfraquecido. Nunca terei mais nada para fazer. Eu quero-me dedicar a cem por cento a fazer amor, contigo! Juntos faremos o melhor amor do mundo. Invejado e plagiado por todos. Mas nenhum terá a qualidade do original. Só o nosso amor será certificado, autorizado, licenciado pelos anjos. Ele será registado e exclusivo. Seleccionado e reputado. Será o Vintage dos amores. Uma Reserva Especial de que só nós desfrutaremos. Uma edição tão exclusiva que ficará guardada para apenas dois consumidores. Eu quero chegar a ti em branco, só com as expectativas e que tu me recebas também em branco, sem condições, sem imposições. E quero começar a partir daí. Quero que nos olhemos e esperemos para ver o que sentimos. E depois, se tudo der certo, então começamos. A construir, a preparar, a iniciar. E é isso que eu quero fazer contigo. AMOR. Não é ‘’dar amor’’ (que por acaso tenho para dar e vender mas de diferentes lotes e qualidades). Não é ‘’encher-te de amor’’ como quem leva um saco ou um pulverizador. Não é ‘’cobrir-te de amor’’ como quem te oferece um cobertor (embora a insinuação me deixe com ideias, confesso!). O que eu quero mesmo é começar do principio, pormos os ingredientes na máquina , aprendermos a operá-la e começarmos a produzir amor à fartazana. Mas não é fazer para os outros! Este é só para nós! Para nosso inteiro usufruto! Podemos empanturrar-nos dele, ter uma congestão, mas não cederemos nem um grama desse amor. É isso mesmo o que eu faria contigo. Do principio, passo a passo, até termos conseguido o melhor resultado, o melhor produto que o mundo possa apreciar. O melhor amor do mundo!! E pronto, já o disse, aqui confessei o meu maior desejo. Esperando que não seja apenas uma fantasia. É isto que faria contigo. Faria Amor!
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